Passagem sobe para R$ 8,35 e impacto mensal pode ultrapassar R$ 360 para quem depende do transporte diariamente
A partir da zero hora deste domingo (15), entra em vigor o reajuste das tarifas das linhas intermunicipais determinado pela Portaria DETRO/PRES nº 1.960. A nova tarifa passa de R$ 7,70 para R$ 8,35, um aumento de R$ 0,65 por passagem, o que representa aproximadamente 8,4% de reajuste — o maior impacto direto para quem depende do transporte todos os dias para trabalhar.
Já as linhas promocionais B200 (Araruama x Iguaba Grande) e B475 (Araruama x Pernambuca) passam para R$ 5,50.
O peso no fim do mês
Para o trabalhador que utiliza duas passagens por dia, de segunda a sexta-feira, o custo mensal pode ultrapassar R$ 360, considerando apenas o deslocamento para o trabalho.
Em muitos casos, o reajuste da passagem supera o percentual de aumento real do salário mínimo, que teve correção limitada e já é consumido por inflação acumulada em itens essenciais como alimentação, energia e aluguel.
Lotação e rotina difícil
Além do impacto financeiro, usuários relatam outro problema recorrente: ônibus lotados nos horários de pico, especialmente nas linhas que ligam Iguaba Grande, Araruama e cidades vizinhas.
Quem depende do transporte coletivo enfrenta diariamente:
Superlotação;
Longos tempos de espera;
Falta de ar-condicionado em alguns veículos;
Viagens em pé durante todo o trajeto.
Para o trabalhador que sai de casa ainda de madrugada e retorna no fim da noite, o reajuste representa mais um desafio em uma rotina já desgastante.
Justificativa oficial
O DETRO-RJ afirma que o reajuste considera custos operacionais como combustível, manutenção da frota, pneus, insumos e reajustes salariais da categoria, além da necessidade de manter o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos.
No entanto, para quem depende exclusivamente do transporte coletivo, a conta é simples: o salário sobe pouco, mas as despesas continuam aumentando.
A realidade nas ruas
Enquanto os números oficiais falam em equilíbrio contratual, o trabalhador sente no bolso o desequilíbrio do orçamento doméstico.
O aumento da tarifa pode parecer pequeno isoladamente, mas somado aos demais reajustes do início do ano, representa mais pressão para quem já vive com renda limitada.










